Empresas Familiares e a Meritocracia das Boas Práticas da Governança Corporativa
  • 18.10.2019
  • DBA-Administrador
  • ARTIGOS

Por Dra Giovanna Perini

Há muito tempo tem se falado sobre os impactos que a Governança Corporativa pode acarretar no futuro das empresas que adotam as boas práticas.

Neste sentido, importante se faz observar que no processo de implementação das boas práticas de Governança Corporativa em empresas familiares, todas as pessoas envolvidas desempenham papéis diferentes, por isso cada um faz jus a um especial destaque por sua relevante participação na mantença e no desenvolvimento da organização familiar.

Ainda, importante registrar que as empresas familiares representam mais de 90% das sociedades empresárias brasileiras, e representam cerca de 65% do PIB do país. Embora estas empresas representem uma enorme parte da economia nacional, pesquisas também apontam, por outro lado, que 70% não passam pela geração de seus fundadores.

Partindo deste entendimento, a adoção de regras e de órgãos de Governança Corporativa mais independentes se tornam a mais valiosa aliada na estratégia de assegurar maior longevidade para as empresas familiares.

De forma geral, cada membro relacionado à empresa familiar pode participar de várias maneiras diferentes da sociedade, de modo que a contribuição individual de cada um dos membros em cada uma das importantes posições será determinante para o êxito da organização familiar e, portanto, normalmente são recompensados com a ocupação de posições de destaque somente aqueles que realmente estejam capacitados profissionalmente para ocuparem estas posições. Neste sentido, apenas a título de exemplo, comumente o presidente executivo da sociedade ou presidente do Conselho de Administração é aquele membro da família empresária que realmente demonstra maior capacidade profissional e dedicação ao desenvolvimento da organização familiar.

O mérito é um critério fundamental para a conquista de determinada posição na organização familiar, por isso, todo o processo precisa ser transparente e deve possibilitar o desenvolvimento pessoal e profissional de cada membro para o desempenho de cada uma das posições ocupadas ou almejadas.

Por fim, o mérito deve ser considerado um valor essencial da família e da sociedade na implementação das boas práticas de Governança Corporativa, a fim de possibilitar que todos os processos e estruturas da Governança Corporativa reconheçam o valor de cada pessoa em prol sempre do desenvolvimento e do futuro das organizações familiares.

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